Entenda melhor as principais causas da disfunção temporomandibular

Entenda melhor as principais causas da disfunção temporomandibular

Muitas vezes, um problema aparentemente específico em nosso organismo pode desencadear uma série de consequências nocivas para outras regiões do corpo. Esse é caso da disfunção temporomandibular, uma ocorrência bastante prejudicial para a saúde e que tem origem na região da mandíbula.

Dores de cabeça ou problemas na mastigação são alguns dos sintomas mais comuns dessa disfunção, que acomete muitas pessoas em todo o mundo e nem sempre é percebida. Por isso, conhecê-la é fundamental para podermos buscar o melhor tratamento.

Não faz a menor ideia do que seja a disfunção temporomandibular? Não se preocupe! A seguir, conversaremos sobre esse tema de maneira clara e objetiva, para que você consiga reconhecer os principais sinais e, assim, buscar ajuda especializada para solucioná-lo. Boa leitura!

O que é a disfunção temporomandibular?

Conhecida pelas siglas DTM (ou, por vezes, ATM), trata-se de um problema que afeta a região do maxilar. A sigla está relacionada com o próprio nome, enquanto ATM é a designação de articulação temporomandibular, uma das estruturas mais comumente afetadas pela disfunção.

Essa articulação é considerada por muitos como uma das mais complexas de todo o organismo, graças ao seu funcionamento em ‘’várias dimensões’’. Ela pode produzir movimentos para todas as direções, ser rotacionada, entre outros. Por conta disso, costuma ser acometida por problemas e desgastes.

A disfunção temporomandibular, então, é o nome dado a uma série de consequências que acometem a região da mandíbula, tanto em suas articulações como nos músculos responsáveis pela mastigação. Com isso, traz muitos malefícios para a saúde do paciente.

Quais são as suas consequências para a saúde?

De modo geral, a DTM faz com que a sua qualidade de vida seja bastante reduzida e impactada. Isso ocorre por uma série de fatores, já que a dor e o desconforto fazem com que a produtividade e o bem-estar do indivíduo diminuam consideravelmente.

Algo interessante e que deve ser salientado é que os sintomas não afetam unicamente a região bucal ou maxilar. Eles podem gerar situações sistêmicas e afetar o dia a dia do paciente, como veremos adiante.

O que pode contribuir para o desenvolvimento dessa disfunção?

Em primeiro lugar, é fundamental ressaltarmos que não há uma única causa para esse problema, ele é altamente multifatorial. Por vezes, inclusive, um mesmo paciente pode ter origens variadas contribuindo para a existência da DTM. A seguir, veremos algumas das mais comuns:

  • desgaste e queda dos dentes;
  • problemas no alinhamento dentário (dentes tortos);
  • presença de cáries ou de doenças periodontais;
  • bruxismo;
  • lesões e traumas;
  • posicionamento incorreto (como o hábito de apoiar o queixo nas mãos, que causa uma tensão forte na mandíbula);
  • desgaste ósseo ou muscular;
  • uso prolongado de chupeta, o hábito de chupar dedo, entre outros.

Apenas um dentista qualificado pode determinar quais são os motivos e, a partir disso, definir o melhor tratamento para cada caso.

Quais são os fatores de risco para o problema?

Além das causas mais comuns, mencionadas logo acima, podemos citar alguns fatores de risco que contribuem para o aparecimento desse problema. Veja os principais a seguir:

  • postura inadequada, trazendo uma sobrecarga para a região do pescoço e da face;
  • má alimentação;
  • sono insuficiente;
  • exposição frequente ao estresse;
  • as mulheres, principalmente com idade entre 20 e 40 anos, são comumente mais afetadas pela disfunção temporomandibular do que os homens.

Quais são os sintomas mais comuns?

Adiante, veremos quais são os principais sinais que você pode perceber e indicar se está sofrendo com uma disfunção temporomandibular. Confira:

  • dores de cabeça constante, no maxilar e ouvidos;
  • falta de concentração;
  • queda na produtividade;
  • irritabilidade;
  • dificuldade para se alimentar;
  • dificuldade para dormir ou manter o sono após adormecer;
  • zumbidos no ouvido;
  • rigidez ou dor na região da nuca;
  • sensação de perda auditiva;
  • presença de estalos ao falar, comer ou bocejar.

Como podemos ver, esse tipo de disfunção afeta fortemente a qualidade de vida das pessoas acometidas por ela. Por isso, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, a fim de reduzir seus sintomas e promover uma melhora no bem-estar desses indivíduos.

Como a disfunção temporomandibular é diagnosticada?

A primeira parte do processo de diagnóstico ocorre no consultório do dentista. Ele é feito a partir do exame físico, no qual o profissional consegue identificar algumas alterações e, também, com base no histórico clínico e nas queixas do paciente.

Além desses fatores, alguns testes contribuem para a eliminação de dúvidas e hipóteses diagnósticas, bem como permitem uma visualização melhor da extensão do problema. Um bom exemplo é a realização de exames de imagem, como o raio-X.

Qual é o tratamento indicado?

O tratamento para a DTM será determinado por uma abordagem multifatorial, assim como as suas causas. Para criar um plano terapêutico eficiente, é fundamental que profissionais da odontologia trabalhem em conjunto com fonoaudiólogos, médicos e, até mesmo, psicólogos (nos casos em que o estresse emocional é uma das razões para a disfunção).

Isso é essencial para que tudo ocorra de forma eficaz e promova uma melhora na qualidade de vida, não apenas a redução dos sintomas ou solução da disfunção. Assim, evita-se que ocorram recidivas, ou seja, que o problema volte após um período.

De modo geral, dependerão dos sintomas e do grau da disfunção, incluindo o uso de aparelhos ortodônticos, especialmente nos casos mais leves. Quando as alterações já estão em um estado mais avançado, são necessárias cirurgias específicas.

Também podem ser ministrados medicamentos para relaxar os músculos e ajudar na redução da dor. Outra opção é a fisioterapia maxilar, feita antes ou após a intervenção cirúrgica, além de terapia psicológica, em consequência de fatores emocionais.

Já podemos perceber que a disfunção temporomandibular é algo muito sério, não é mesmo? Por isso, para tratá-la, é importante escolher um profissional qualificado e experiente, capaz de lidar com ela e devolver a qualidade de vida aos pacientes tratados.

Está em busca de tratamento ou restou alguma dúvida? Então, aproveite e entre em contato agora com a Odonto Company. Nossos representantes estão sempre a postos para responder aos seus questionamentos e ajudar com as melhores e mais modernas soluções odontológicas.

Editor Digital Lume

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