Endocardite bacteriana: 6 sintomas para você ficar de olho

Endocardite bacteriana: 6 sintomas para você ficar de olho

Uma boa higiene bucal é fundamental para um sorriso bonito, pois bons hábitos deixam os dentes livres das cáries, do mau hálito e dos problemas nas gengivas. Mas se engana quem pensa que a falta de cuidados com a boca só ocasiona esses problemas. Na realidade, há outras doenças graves que estão diretamente relacionadas à falta de uma boa higiene bucal — uma delas é a endocardite bacteriana.

A endocardite bacteriana é uma doença infecciosa que afeta o endocárdio — revestimento interno do coração. O problema é causado por microrganismos que chegam ao coração por meio da corrente sanguínea.

Neste post, vamos citar os sintomas da doença, como ela se desenvolve, como identificar o problema e prevenir o desenvolvimento da endocardite. Confira!

Quais são os tipos de endocardite bacteriana?

Há dois tipos de endocardite: aguda e a subaguda. A seguir, vamos explicar a diferença entre eles.

Endocardite aguda

A endocardite aguda costuma começar subitamente e evoluir de forma muito rápida. Ela pode afetar o cérebro, os pulmões, o fígado e os rins. Caso a doença não seja diagnosticada a tempo, o paciente pode vir a óbito.

A endocardite aguda é mais comum em pessoas que usam drogas injetáveis. Nesse caso, as bactérias contidas em agulhas e seringas contaminadas penetram a corrente sanguínea.

Endocardite subaguda

Os sintomas da endocardite subaguda começam de forma gradual e podem persistir por mais de um ano. Esse tipo da doença se manifesta principalmente em pessoas que usam piercing na língua ou têm tumores no sistema digestivo, particularmente o câncer colorretal.

Quais são as principais causas da endocardite bacteriana?

A doença é causada pela presença de bactérias na circulação sanguínea e de lesões no endocárdio, ou seja, a patologia só se desenvolve em indivíduos com um histórico de problemas cardíacos. Os microrganismos presentes no sangue chegam até o coração por meio da circulação e se alojam nessas lesões, causando o problema.

O agente infeccioso entra na corrente sanguínea por meio de bactérias comuns nas cáries dos dentes ou nas gengivas inflamadas, seja por gengivite, seja por periodontite. Além disso, cortes no tecido gengival causados por tratamentos dentários também podem contribuir com o desenvolvimento da endocardite bacteriana.

Usuários de drogas injetáveis como cocaína e heroína entram no grupo de risco para contrair a doença, pois as seringas e agulhas utilizadas para injetar a substância não são higienizadas corretamente e, muitas vezes, são compartilhadas.

Quais são os sintomas da doença?

A endocardite bacteriana pode se desenvolver de forma gradual ou súbita. Esse fator depende de qual infecção está originando a doença e se o paciente já tem um histórico de problemas cardíacos. A seguir, vamos citar alguns sintomas da doença.

1. Febre e calafrios

Um dos sintomas da doença são a febre e os calafrios, reações capazes de produzir um elevado incômodo e inviabilizar a rotina comum do paciente.

2. Cansaço excessivo

Pessoas que desenvolvem a doença podem sofrer com um cansaço excessivo, que não permite que elas façam muito esforço. Dessa forma, uma tarefa simples feita no dia a dia gera um grande desconforto.

3. Dor nos músculos e nas articulações

A dor nos músculos e nas articulações é um dos sintomas mais comuns da endocardite bacteriana. 

4. Sudorese noturna

Calor excessivo, que gera um suor exagerado durante o sono, também é um sinal de que a pessoa pode ter contraído a doença. Então, se esse sintoma ocorre por várias noites seguidas, é necessário procurar um médico.

5. Tosse persistente

Pacientes com endocardite bacteriana podem sofrer com uma tosse que começa sem um motivo aparente e não passa com facilidade. 

6. Manchas e mucosas no corpo

A presença de manchas vermelhas ou roxas na pele ou manchas brancas nos olhos ou dentro da boca também começa a surgir.

Como é feito o diagnóstico da endocardite?

Para fazer o diagnóstico da doença, é preciso procurar um médico cardiologista. O primeiro passo para identificar a endocardite é ouvir os batimentos do coração por meio de equipamento específico, em busca de algum sinal de alteração.

Caso o especialista identifique algo estranho, é realizado um exame chamado ecocardiograma, capaz de identificar a presença de vegetações em válvulas do coração. Além disso, o médico pode solicitar exames de sangue para verificar se há a presença de bactérias, raio-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Quais problemas a endocardite bacteriana causa na saúde geral do organismo?

A endocardite bacteriana causa sérias consequências na saúde do paciente. A pessoa com quadro da doença pode sofrer com outros problemas, como infarto, insuficiência cardíaca, infecção nos rins, no cérebro, fígado ou baço. A patologia ainda atinge outros órgãos e os tecidos.

Se não for tratada a tempo, a doença causa a destruição da válvula cardíaca, o que leva o paciente à morte. No entanto, outros problemas de saúde podem surgir, como embolia pulmonar, isquemia de membros, AVC, infarto renal e glomerulonefrite.

Quais são as formas de tratamento?

O tratamento mais adequado para a endocardite bacteriana é feito com antibióticos, que são administrados por via venosa. As doses do medicamento devem ser empregadas por pelo menos 4 semanas.

O tipo de medicamento depende da classe de bactéria que se instalou na válvula do coração. Em casos mais graves, os quais a válvula do coração é destruída pela infecção, é necessário a implantação de uma válvula artificial.

Como prevenir o problema?

A endocardite é uma doença grave, mas que pode ser evitada. Por isso, é importante manter a saúde bucal em dia, visitar o dentista regularmente e fazer um check-up odontológico. Isso porque o surgimento da doença está diretamente ligado a problemas de saúde bucal.

Além disso, quem gosta de fazer tatuagens ou usa piercings precisa ficar atento ao processo de cicatrização para que não haja risco de infecções que possam trazer problemas.

No entanto, pessoas com quadro de endocardite bacteriana conseguem ter uma boa qualidade de vida, mesmo tendo que conviver com a doença. Para isso, o paciente precisa ter cuidados intensos com sua saúde bucal e a do coração, pois, assim, ele evita o surgimento de outros problemas.

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